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Diz o povo e é verdade, que o tempo sedimenta ideias, projectos, sentimentos, afectos, acabando por separar o que é efémero do que duradouro. A 3ª Bienal Internacional de Gravura de Alijó, representa o exemplo mais acabado desta asserção da sabedoria popular, na medida em que soube ultrapassar as “crises de crescimento” por que passou, para se afirmar como um evento de inegável qualidade, ao qual aderem cada vez mais países, com o consequente aumento dos participantes e respectivas gravuras. Na edição de 2005, contamos ainda com a mais valia da participação de dois nomes de referência, na arte transmontana e duriense: Nadir Afonso, natural de Chaves e Gil Teixeira Lopes, natural de Mirandela.
Se a estes factos associarmos a curiosidade crescente decorrente da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade, encontramos o pano de fundo que tem vindo a garantir o êxito crescente deste evento. Por isso acreditamos que para além da afirmação da rara e dura arte da gravura, este projecto tem servido também para ajudar a projectar o nome de Alijó, em particular e do Douro, em geral, no contexto nacional e internacional.
Perfeitamente consciente destes factos, a Câmara Municipal de Alijó, estabeleceu um protocolo de colaboração com o Núcleo de Gravura do Grupo Recreativo e Cultural de Alijó, que tem como principal finalidade garantir três grandes objectivos: em primeiro lugar, em parceria com as escolas do concelho, implementar cursos de formação nesta arte; em segundo lugar, assegurar o suporte financeiro que garanta o crescimento gradual mas consistente da Bienal; em terceiro lugar, conservar e manter em lugar seguro o espólio da Bienal, com vista à constituição do futuro Museu de Gravura do Douro.
Com este protocolo, asseguramos o presente e garantimos o futuro, dando mais um passo na afirmação crescente do concelho de Alijó, como uma referência cultural no contexto regional e nacional. Procedemos desta forma, porque acreditamos que não há desenvolvimento sustentado, ecologicamente equilibrado e socialmente justo, sem uma aposta clara na cultura nas suas diversas dimensões.

O Presidente da Câmara Municipal
José Artur Fontes Cascarejo

 
 
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